sexta-feira, 03 de setembro de 2010
Por organização ou imposição, todos nós acabamos adotando processos em nosso trabalho e em nossa vida pessoal, seja para digitar no teclado de um computador, preencher formulários, dirigir ou simplesmente limpar a casa. Basta começar o dia que já nos flagramos repetindo o que fizemos no dia anterior e faremos da mesma forma no dia seguinte. Toda essa mecânica dos esforços nas atividades cotidianas pode ocasionar uma síndrome nos membros superiores conhecida como L.E.R. (abreviação para Lesões por Esforço Repetitivo).

Os primeiros relatos que surgiram sobre esse tipo de lesão vêm da Idade Média, quando era conhecida como “Doença dos Escribas”. Os níveis da L.E.R. estão classificados de acordo com a sua evolução, tudo começa com queixas indefinidas sobre dores em locais específicos que amenizam com repouso. Depois disso, as dores passam a regredir com o repouso, porém os sinais já são mais objetivos e focados numa região específica. Na fase seguinte, as dores instauram-se no local e o repouso não faz mais com que as dores regridam. A síndrome atinge seu ápice uma vez que a dor vire um estado constante e intenso, impossibilitando o desenvolvimento de atividades funcionais com os locais atingidos mesmo que temporariamente.
A melhor coisa que temos a fazer é nos prevenir, estabeleça pausas no decorrer das suas atividades, faça alongamentos e exercícios para as partes do corpo que mais utiliza nessas atividades, com isso o sangue fluirá melhor para otimizar o trabalho dos músculos. Atualmente, existem alternativas de prevenção relacionadas aos instrumentos de trabalho, como cadeiras reguláveis, almofadas de apoio e teclados ergonômicos. Independente de onde esteja, mantenha uma vida saudável, dedique um tempo para relaxar e tente não se deixar levar pela correria.
Somente como última consideração: hoje usa-se também o tema DORT (doenças ortopédicas relacionadas ao trabalho) para classificar o que antigamente somente se conhecia como LER.
quinta-feira, 02 de setembro de 2010
Ela é a única que nunca é convidada para as festas, e sempre dá as caras no dia seguinte. Temida e odiada por muitos, hoje o nosso tema é a veisalgia, também conhecida popularmente como ressaca.

O consumo exacerbado de bebidas alcoólicas em uma noite de curtição pode ser o prenúncio de um dia inesquecível. Afinal, não é em qualquer ocasião que se consegue reunir tantas dores ao mesmo tempo. A veisalgia nada mais é do que uma crise de abstinência do álcool causada pelo metabolismo no organismo. Após todo o esforço do fígado produzindo enzimas para metabolizar o álcool e secretá-lo pela bile, o órgão entra em uma espécie de sobrecarga que desorganiza todo o metabolismo – algo muito similar acontece com o sistema nervoso central.
Extremamente versátil, os sintomas da ressaca podem ser: dores de cabeça, perda da força muscular, enjoo, diarreia, muito cansaço e sensibilidade à luz. Não existe nenhuma cura específica para este problema, porém o que não faltam são sugestões e dicas de paliativos para mascarar sintomas. Alguns defendem frutas, outros defendem um cafezinho, e tem até quem indica uma “cervejinha para rebater”, mas o que funciona mesmo é conhecer seus limites e não exagerar nas doses.
quarta-feira, 01 de setembro de 2010
Ao contrário do que você deve estar pensando, nosso tema de hoje não tem nada a ver com chapéus, vassouras ou caldeirões. Estamos falando de um hábito que leva pessoas de todas as idades e ambos os sexos a rangerem os dentes intensamente durante o sono.

Por mais inofensivo que este distúrbio possa parecer, suas consequências acarretam problemas sérios como, dores de cabeça e distúrbios na articulação mandibular. O bruxismo é muito comum e tem suas causas relacionadas aos níveis de estresse, atingindo cerca de 15% das pessoas. Além das dores de cabeça e musculares, as contrações excessivas dos músculos mandibulares causam desgastes na arcada dentária, no caso de dentes mais frágeis podem gerar fissuras e atingir a gengiva, causando assim diversos problemas de mastigação e fechamento da boca.
A cura e o controle devem partir do reconhecimento do problema, uma vez que haja o mapeamento das questões causadoras, é importante que seja amenizada a tensão psicológica através de esportes e atividades de relaxamento. Acompanhe a nossa página para mais dicas de saúde. Até a próxima.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Homens e mulheres, idosos e garotos, ricos e pobres. Todos têm os seus momentos de ansiedade, porém existe uma linha muito tênue entre o estado emocional e a patologia.

Alguns sintomas são velhos conhecidos dos nossos momentos de atribulação, como transpiração, aperto no tórax, sensação de vazio no estômago e aceleração dos batimentos cardíacos, porém em alguns casos mais intensos podem ocorrer vômitos, vertigens, tremores incontroláveis e até dores musculares derivadas da tensão excessiva. Os fatores que levam a este problema podem estar ligados à vivência de problemas na infância ou a distúrbios hormonais e desequilíbrio químico de substâncias no cérebro.
Atualmente, há vários tratamentos medicamentosos e ocupacionais que visam a atenuar estes sintomas para equilibrar a saúde física e mental do paciente. Não se deixe levar pelas pressões impostas na sua rotina, fique tranquilo, leve uma vida saudável e acompanhe nossa página para mais dicas.
E como última dica: evite a automedicação, pedindo um calmante emprestado para o vizinho. Antidepressivos e ansiolíticos (remédios para tratar a ansiedade na forma de patologia já estabelecida) devem ser usados sob orientação medica somente, senão os distúrbios podem gerar outros problemas graves.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ela é a responsável por nos privar algumas vezes dos sons do mundo, fazendo com que cada ruído captado se transforme em uma careta. Sim, estamos falando da famosa dor de ouvido.

Muitos são os fatores que podem causá-la. No caso da otite externa aguda, o problema parte de inflamações na pele do canal do ouvido causadas por germes e fungos que geram descamações no canal aliadas a dores agudas e coceiras irritantes. Um dado curioso é que este problema é tão comum entre os nadadores, que é popularmente chamado de “otite dos nadadores”.
A otite média aguda por sua vez, consiste em uma infecção no ouvido médio e é causada por bactérias e, em alguns casos, mais esporádicos por vírus. Esse tipo de problema atinge as crianças com mais frequência. A infecção pode migrar de outros órgãos, como nariz e garganta através da tuba auditiva. Muito comum após a gripe, também pode ser contraída após o contato com portadores de doenças infecciosas. Entre seus sintomas estão: dores muito fortes, diminuição da audição, febre e secreção.
Além dessas causas, as dores de ouvido podem se originar como reflexo de problemas com outras partes do corpo, como vias aéreas, crânio e principalmente arcada dentária. Um diagnóstico preciso é dado através da avaliação do histórico do paciente junto a exames por imagens, uma vez que o problema seja mapeado, pode-se focar ações específicas de combate.
Converse com seu médico assim que se iniciarem os sintomas, quanto mais rápido for seu diagnóstico, mais rápida será a sua recuperação.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
E se nós disséssemos que ao comer um amendoim você estaria retardando o envelhecimento de suas células? Você acharia estranho, e com razão. A abordagem que muitas pessoas fazem sobre vitaminas e seus efeitos, quase que nos fazem acreditar, por exemplo, que no quadro apresentado basta comermos algo que contenha algum tipo de vitamina para absorvermos tudo o que ela tem de bom. Mas essa é uma visão superficial.

A vitamina E é notoriamente conhecida por ser um antioxidante natural e, por isso, realmente ajuda no combate ao envelhecimento (deterioração das células), além de proteger as células da ação dos radicais livres, colaborar nos processos de regeneração e prevenção do câncer de próstata, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.
Com tantos benefícios assim, é normal que nosso primeiro pensamento seja voltado a consumir o maior número possível de alimentos que possuem vitamina E. No entanto, é muito difícil uma pessoa adulta consiga alterar significativamente os níveis dessa vitamina em seu organismo apenas por meio da alimentação. Além disso, aumentar o consumo da vitamina E também representa o aumento da ingestão de gordura, já que os alimentos mais ricos nesse tipo de vitamina também são gordurosos, como amendoim, nozes, soja, milho e girassol.